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Janira Hopffer

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, considera que 05 de Julho é “data maior” da história de Cabo Verde e que nenhuma data se compara à da independência nacional.

Janira Hopffer Almada, que fez estas considerações ao presidir ao acto central das comemorações do 44º aniversário da independência nacional no concelho de Santa Cruz promovido pelo PAICV que decorreu sob o lema “Lutar ontem, acreditar hoje, vencer amanhã”.

Segundo a líder da oposição, 05 de Julho foi o “início de tudo”, ou seja, ajuntou que era preciso que Cabo Verde fosse independente para poder assumir o seu destino e ser dono e protagonista do seu futuro.

A mesma fonte que lembrou que a história tem os seus protagonistas, referindo-se ao que considerou de “grande estratega” da luta pela libertação nacional Amílcar Cabral, Aristides Maria Pereira, e o “herói vivo” Pedro Pires e aos combatentes da liberdade da pátria.

Nesse sentido, rendeu uma homenagem aos combatentes da liberdade da pátria, sobretudo os vivos, que, segundo ela, dedicaram a sua juventude e vida para que os jovens da sua geração vivam num Cabo Verde, onde eles “mandam no seu destino e protagonizam o seu futuro”.

“Nesse dia [05 de Julho] é importante que todos nós voltemos para trás para bebermos da inspiração na perspectiva de lutar ontem, acreditar hoje e vencer amanhã”, disse, aludindo ao lema da comemoração dos 44 anos da independência nacional promovida em parceria com a Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP).

Tendo em conta que, segundo a mesma fonte, Cabo Verde hoje é considerado uma Nação vencedora, disse acreditar que os cabo-verdianos têm que celebrar e valorizar todas as conquistas alcançadas ao longo desses 44 anos da independência nacional.

“Mas, temos que ter a coragem de assumir que a independência tem que ser concretizada todos os dias, a todo momento, com muito trabalho, com grandes sacrifícios, mas sobretudo, sem perder a nossa capacidade de sonhar com um país para todos, com mais dignidade para cada cabo-verdiana e cabo-verdiano”, defendeu aquela responsável.

Numa sala apinhada da “família tambarina”, Janira Almada pediu os militantes, simpatizantes e dirigentes do partido para lutarem por um país que seja para todos e que todos tenham “dignidade” e que a todos é reconhecido o direito de trabalhar, o direito de ter oportunidades e o direito de ter acesso à educação, à saúde, à água e habitação condigna.

“O meu apelo no dia 05 de Julho é que cada um de nós onde que estivermos, independente das funções que desempenhamos, assumamos o nosso dever de prestar serviço ao nosso país e de trabalhar para um partido mais forte e para um Cabo Verde mais justo e mais digno”, apelou a todos os “camaradas do PAICV”.

“Que todos os combatentes me sirvam de inspiração e a todos os jovens da minha geração de inspiração para que possamos cumprir a nossa missão na nossa época com o nosso povo e com a nossa terra e que sigamos o princípio de Amílcar Cabral”, sublinhou, rendendo uma homenagem aos combatentes da liberdade da pátria, sobretudo os falecidos.

Por sua vez, o vice-presidente da ACOLP, Manuel Silva, que se congratulou com a realização deste acto de “elevado significado”, que, a seu ver, é de exaltação da Nação e que orgulha todos de ser cabo-verdianos.

“Vós os mais novos – flores da revolução – foram a razão da nossa luta e da nossa entrega, do sacrifício que tivemos de consentir enquanto patriotas da resistência e da luta pela liberdade e glorificação do nosso Cabo Verde, terra dos nossos amores a que pertencemos de alma e coração”, disse, dirigindo-se aos jovens presentes na sala.

A comemoração dos 44 anos da independência nacional promovida pelo PAICV, em parceria com a ACOLP que teve como palco o concelho de Santa Cruz, no interior de Santiago, contou com a presença de todos os “camaradas” do maior partido da oposição.

Com Inforpress

Comentários  

-1 # Fantonnelli Mariah 06-07-2019 13:48
Pois, estou de acordo que seja a maior da nossa história (dos Caboverdianos) é podia ser relembrado com essa grandiosidade, não fosse os mandatários daquela época que tudo fizeram para .achar a história de Cabo Verde e não a data propriamente dita. A história é de todos nós que a construímos independentemente de sermos do partido A ou B. Viva a todos os heróis nacionais que lutaram para que o país fosse independente, principalmente aqueles que perderam a vida. Se me perguntarem entre 5 de Julho e outras datas marcantes da nossa história qual mais importante, é claro que escolheria outra data que não fosse o 5 de julho porque não vivi a história ou o momento, simplesmente as li ou as ouvi contadas por outras pessoas. Já para as outras datas como o 13 de Janeiro, para é tão ou mais importante que a outra data, porque vivi o momento é para tal, eu conto a história na primeira pessoa. Por favor paremos de paternalizar as nossas histórias para as sucessivas gerações as possam compreender, tirar as suas ilações e as valorizar dentro da sua época. Viva Cabo Verde e Viva os caboverdianos que está a lutar de sol a sol para a sua construção.
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0 # Pedro Barbosa 08-07-2019 12:40
Haveria 13 de Janeiro sem 5 de Julho? Tenha sentido de historia. O peso da Independencia Nacional sobrepoe-se a todo e qualquer acontecimento na Historia de Cabo Verde.
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