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O Presidente da República destacou hoje o percurso positivo que Cabo Verde tem feito ao longo das suas quatro décadas da independência, mas admitiu que o país ainda está longe de atingir as metas almejadas.

Jorge Carlos Fonseca, que reconheceu esta realidade ao presidir, na Praia, ao encerramento do acto de homenagem aos 25 combatentes da liberdade da pátria, promovido pela Associação dos Combatentes da Liberdade da Pátria (ACOLP), frisou que o país avançou “bastante”, destacando, contudo, a “fragilidade” da economia nacional, da precariedade que vivem muitos cabo-verdianos e das “grandes desigualdades sociais e regionais que ainda persistem.

“Fez-se um percurso positivo até ao presente. Etapas muito importantes foram ultrapassadas, mas ainda estamos longe de atingir as metas almejadas”, sublinhou.

No dia em que assinala os 45 anos do assassinato de Amílcar Cabral, o Presidente da República considerou que o desenvolvimento que permita que cada cidadão tenha o necessário para viver e o aprimoramento das instituições do Estado são objectivos “primordiais” que têm sido “perseguidos com muita determinação”.

Para o Presidente da República, celebrar os heróis nacionais é um acto de “gratidão e de reconhecimento”, mas também de reforço dos valores fundamentais para que os desígnios nacionais possam ser vivificados, assumidos e realizados, realçando que nesses 45 anos “muita coisa aconteceu”, nomeadamente o projecto de unidade com a Guiné-Bissau, um dos sonhos de Amílcar Cabral que, porém, se desvaneceu.

“Mas, a partir do sacrifício de muitos combatentes, tendo alguns, como Cabral, oferecido a própria vida, e da inesgotável energia do povo, foi-se erguendo um Estado em cuja viabilidade muitos não acreditavam”, salientou, observando que se edificou um país que se foi impondo na arena internacional.

Entretanto, Jorge Carlos Fonseca ressaltou que a luta pela sobrevivência e pela afirmação tem sido “árdua”, da mesma forma que foi “muito exigente” para os combatentes nas frentes armadas e políticas que, depois, aliando-se ao povo, construíram em condições particularmente difíceis, um “Estado soberano”.

A escolha do dia 20 de Janeiro como marco temporal para distinguir os que se entregaram à causa libertadora, “surge com naturalidade”, segundo o Presidente da República, já que assinala o desaparecimento, em circunstâncias “trágicas”, daquele que “encarnou na plenitude” a luta pela independência nacional.

No acto de homenagem aos combatentes da liberdade da pátria, entre os quais se encontravam Pedro Pires e Osvaldo Osório, marcaram presença o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, deputados nacionais, membros da associação da ACOLP e o seu presidente , Carlos Reis, e familiares dos homenageados.

Com Inforpress



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Comentários  

0 # Caty Lopes 21-01-2018 14:33
Caro Doutor JCF, a Unidade Guiné e Cabo Verde, não era um conceito dogmatico do Eng. Amilcar Cabral e por isso não constituia para ele um DESVANEIO. O Eng. Amilcar Cabral, defendia sim com fervor a Unidade Guiné e Cabo Verde, mas dizia de forma clara e nitida, que a UNIDADE so se realizava depois da vontade expressa dos de[censurado]dos das Assembleias Nacionais da Guiné e de Cabo Verde (consultem o Manual Politico). A inviabilização da Unidade Guiné e Cabo Verde, fora um acidente normal de percurso de uma luta de Reconstrução Nacional, que fomenta e vinca o interesse pessoal, em que os militantes do PAIGC de Cabo Verde ja não acreditavam nessa Unidade, como disse um dia numa reunião de militantes em Assomada, o Dr. Osvaldo Lopes da Silva, que nunca teve papa na lingua e por isso gostamos da sua frontalidade.
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