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Por: Paulo Varela

Sobre assalto a turistas em embarcações de recreio no Tarrafal

 Paulo Varela Ponto de Vista

A baia de Tarrafal, nos tempos em que a capitania dos Portos de Cabo Verde, hoje, Instituto Marítimo Portuário dispunha de uma Delegação com dois agentes e um faroleiro de serviço efetivo e permanente, dizia, já fomos um destino respeitado, tranquilo e naturalmente seguro.

A ex- Capitania, este serviço fazia o Check- in nos iates que aportavam Tarrafal, fiscalizava as embarcações quer de pesca quer de recreio, prestava assistência administrativa e garantia a segurança - os bens de valor e documentos eram guardados nos serviços durante todo o período de permanência e no dia da partida, os agentes novamente se dirigiam a bordo, para o Check-out e devolução dos pertences e respectivos documentos.

Hoje estas competências passaram para a Policia Nacional Marítima e o país criou formal, teórica, técnica e legalmente, até melhores condições materiais para continuar a desenvolver um trabalho satisfatório. No entanto, há que reconhecer que os tempos são outros e os desafios também. Os agentes são mais jovens e portanto, com menos experiência.

Hoje ninguém está Seguro, nem mesmo no sossego de sua cama. No entanto, perante estes incidentes com repercussão internacional e nada abonatório ao nosso potencial turístico, o Município do Tarrafal, saberá reagir em conformidade de modos a repor a segurança.

Saberá ainda procurar a via institucional para acionar os instrumentos diplomáticos que se impõem em relação aos países amigos - Alemanha e Suíça.

Também, observar que devemos acelerar os projectos que beneficiarão a baia com iluminação adequada, possibilidade de vigilância noturna e demais medidas de inibição de elementos mal-intencionados, sem deixar de exigir da corporação policial marítima, a criação de um plano de vigilância e controlo das embarcações. Pois, temos dúvidas se existe um cadastro com registos de barcos de recreio que aportam Tarrafal, suas procedências e próximos destinos, período de permanência, características da embarcação, proprietário, tripulação e acompanhantes e respetivas identificações e cartões de sanidade motivos de viagem, enfim, o rol de documentação.

E finalmente, a tarefa de detenção dos assaltantes dá satisfação quer á população que aguarda uma resposta da autoridade policial, quer à administração Municipal que precisa limpar e repor a imagem de um dos melhores destinos turísticos do Atlântico tropical.

Tarrafal não é bandido... é, no presente contexto, vítima de um flagelo universal, agravada pela sua própria inércia e passividade!!! Entretanto, nada está perdido, continua a ser, sem dúvida um dos melhores lugares para se viver e se visitar.



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Comentários  

+1 # Torres 14-02-2020 21:44
Um Artigo esclarecedor e com propostas muito pertinentes; esperemos, que as autoridades competentes saibam tirar proveito. Um municipe atento e muito preocupado com as causas de Cabo verde e tarrafal em particular. Valeu !
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