Pub
Por: Jorge Mário Fernandes

 guinense

Exmo. Senhor Ministro de Administração Interna de Cabo Verde

Exmo. Senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde

Senhor Diretor Nacional de Policia Nacional

Senhora Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos e Cidadania

Exmo. Senhor Embaixador da Republica da Guiné-Bissau em Cabo Verde

Senhora Representante da Agência das Nações Unidas para as Migrações

Relato circunstanciado

Eu, Jorge Mário Fernandes, guineense, Cientista Social e professor Universitário, venho, pelo presente, relatar as circunstâncias da minha detenção (ou rapto) no aeroporto Internacional Nelson Mandela na Cidade de Praia em Cabo Verde nos dias 1 e 2 de outubro do corrente ano.

Por volta das 13:45 (hora local), aterra no supra aeroporto o voo da TRANSAIR, onde eu me encontrava, descendo do avião fomos encaminhados para o saguão onde fica a parte do controle, Serviços de Emigração e Fronteiras cabo-verdianos. Chegando a minha vez de ser atendido, dirigi-me ao guichet onde se encontrava o agente de nome José Maria António Tavares, entreguei todos os documentos e informei-lhe que estava de passagem (em trânsito) para o Brasil para tratar dos assuntos finais do meu doutoramento. O referido agente mal recebeu os meus documentos começou a questionar várias coisas (inclusive sobre a veracidade dos meus documentos da residência no Brasil), até aí tudo normal, tendo em conta o papel de ser a polícia da lei, embora senti que ele estava procurando algo em mim que não estava encontrando no meu documento porque estava tudo em conformidade com a lei. Entretanto, quando ele me questionou sobre a validade do meu passaporte (que tem a data de validade para o dia 29 de janeiro de 2020), repostei que a minha viagem é para o Brasil- onde tenho residência permanente e estou em trânsito por Cabo Verde só por horas.

O supracitado agente continuou a sua saga em busca de alguma coisa que pudesse impedir o seguimento da viagem a um jovem (padrão daquilo que julgam não prestar), rasta, de ténis e calça jeans slim e, para piorar, portando o passaporte da Guiné-Bissau. Disse-me que teria que voltar a Bissau para ir renovar o meu passaporte (que só vence em 29 de janeiro de 2020), repostei que não precisava, tendo em conta que estou fazendo uma viagem para o Brasil onde tenho a minha residência permanente e, mesmo que o passaporte tivesse um dia de prazo, ainda dava para entrar no Brasil e poder renovar por lá, porque sou residente nesse (tenho documentos da minha residência que já estava com ele, o agente), mesmo com a chamada de atenção do colega dele- um outro agente que estava do lado, de que o documento da minha residência permanente no Brasil ainda estava com validade para o dia 21 de dezembro de 2021 o que anularia o argumento do prazo de passaporte, mas ele não deu ouvidos. Disse-me que o agente era ele, sabia o que estava fazer e que dispensava a minha opinião, repostei-lhe que só estava a responder às suas (dele) perguntas e que não via nenhum embasamento jurídico-legal para impedir-me de prosseguir a minha viagem. Daí veio a sentença, num tom ameaçador “Xinta la bu spera, bu ta odja kuze ki embazamentu…” ou seja, disse-me pra ir esperando, que iria mostrar-me o que seria, para ele, embasamento jurídico-legal.

Dali seguiram-se sessões de humilhações, mandaram-me para o Raio-X com comprovar que não carregava nada ilegal comigo, depois do nada consta da máquina, mandaram-me sentar num quarto lá do aeroporto a espera do…nada. Depois de mais de duas horas sentado, veio uma outra agente de nome Ângela (não consegui reter o sobrenome), começou a fazer-me várias perguntas e fui respondendo, por último perguntou-me o que eu fazia da vida, disse-lhe que era professor universitário e ela em tom de deboche, disse-me que também era professora, a família toda era e que não existia nada que eu poderia dizer que ele não sabia, aí falei, que bom. Então qual a razão da minha permanência aqui nesta sala há mais de duas horas? Perguntei a ela e ela ”não sei, vim substituir o agente Tavares e ele não me passou a sua ocorrência, pelo que vais ter que aguardar o chefe chegar”, respondeu-me. Questionei mais uma vez, se estava preso? Disseram que não, mas que precisaria tirar os cadarços dos sapatos e todos os acessórios para eles guardarem. Pedi um telefone para ligar à pessoa que viria apanhar-me no aeroporto e estava fora à minha espera, disseram que não, que o telefone era para uso interno deles e que não poderiam atender ao meu pedido, contra argumentei que era o meu direito, disseram que eu não tinha esse direito em Cabo verde. Portanto, falei que não iria entregar as minhas coisas até porque não estava sendo preso e nem tinha motivos para tal…neste momento, entrou em cena um outro agente (não consegui reter o nome), disse-me que se não fizer o que a agente estava a ordenar, ele mesmo o faria à força. Vendo o rumo em que a nossa conversa estava, saquei o meu telefone no bolso e comecei a registar a ação deles contra mim…mal comecei a filmar, vieram os dois pra cima de mim, numa ação brutal deram-me um grampo e retiraram o meu telefone celular e me jogaram na cela, passado uns 20 minutos voltaram pra cela e obrigaram-me a desbloquear o meu telefone para apagar o vídeo das agressões verbais e físicas que tinham feito contra mim, o que recusei na hora, mas sob ameaça de deletarem tudo o que tinha no telefone, fui obrigado e desbloquear e apagar o vídeo...mas apaguei o vídeo, num ato de força tiraram-me o telefone da mão e começaram a abrir e assistir os meus vídeos privados, rindo da minha cara, assim levaram o meu telefone desbloqueado, sabendo só a Deus o que fizeram com ele, sim, tenho toda a minha vida por lá.

Depois de dois dias na cela, jogado feito um animal, sob humilhações e coisas de baixo nível, sem o conhecimento da embaixada e muito menos da minha família e amigos que estavam todos aflitos sem saber do meu paradeiro, veio uma nova equipa, de duas policiais do bem, uma de nome Aleida Mendes, não me lembro o nome da segunda, estranharam a minha presença por lá, perguntaram o porquê de eu estar lá, quando comecei a fazer o relato, logo mandaram-me sair de lá, contrariadas com toda aquela situação, pediram-me desculpas e ligaram para o Dr. Cláudio Furtado que era a pessoa que iria receber-me na Praia. Perdi o meu voo, que era no dia seguinte para ilha de Sal e perdi o meu voo seguinte que era para o Brasil, até o momento, ninguém se responsabilizou pelo ocorrido, fora as desculpas pelo mal-entendido e nada mais.

Faço esse relato, não só por mim, mas pelos irmãos africanos que diariamente passam pelos mesmos constrangimentos, humilhações e desrespeitos à dignidade humana só por estarem a viajar em busca de condição de vida melhor ou por motivos académicos, como é o meu caso, ou, simplesmente, a trabalho.

Termino esse relato com algumas frases timbradas que consegui captar na cela:

We are not animals!!!

Respect the human rights!

Be good with your brothers!

We are one people, we are one Africa!!!

Anós i un son, fidjus di Cabral no pega n´ghutru no mama (minha adaptação).”



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentários  

0 # Para matutamento 09-10-2019 13:52
Vamos lá ver uma coisa: Como dizia alguém, a Polícia tem de estar acima de qualquer suspeita. São casos a mais, num curto espaço de tempo: Agressão sexual; jovem que morreu depois de ter saltado da viatura policial, segundo a versão da Polícia; e, agora, este caso de detenção de forma arbitrária que aconteceu com o cidadão guineense.
Responder
0 # isencao 06-10-2019 12:17
É plausivel o rigor no exercicio do controle nas fronteiras. Fica-se com a impressão, positiva, de que o Serviço de Fronteiras da Policia Nacional caboverdiana tem sentido da importante responsabilidade que é fiscalizar a entrada e saída de cidadãos em/de cabo verde. Entretanto deve haver moderação na abordagem dos cidadaos por parte da Polícia, venham eles donde vierem. De todo o modo aguardemos o relatório da averiguação a ser feita ao caso.
Responder
-3 # hipotese 06-10-2019 12:11
Presume-se que o sr doutor jorge fernandes em vez de apresentar logo o bilhete de passagem para o destino final (Brasil) como é de regra, teve uma atitude de, de certo modo, desafiar o serviço policial. Encontrou o policia num estado de espírito um pouco estressado e entao a situação evoluiu dessa maneira, acabando em excesso de zelo e abuso de autoridade por parte dos agentes envolvidos no caso.
Responder
-8 # Horácio Varela 06-10-2019 10:08
Há muita imaturidade no tratamento desta questão. Os dirigentes caboverdianos tremem face às pressões das autoridades da Guiné-Bissau. Um incidente, semelhante a muitos que tem acontecido nas fronteiras de Cabo, nunca devia ser objecto de três declarações das autoridades caboverdianas (do Ministro da Cultura, do Primeiro Ministro e do Presidente da Republica), como se não bastasse o que O Ministro da Cultura disse e bem, que havia um processo de inquérito em curso e o que o Governo pronunciaria assim que tivesse em mãos os resultados. O assunto está sendo tratado nas Instâncias competentes. Parem com esta mania de acusar e condenar, para depois averiguar. Esperava-se outro discurso do Senhor Presidente da República! Espero que, pelo menos, o Ministro dos Negócios estrangeiros tenha-os no devido lugar para pôr um basta nesta lamúria dos guineenses que residem e querem ir para Cabo Verde e dizer-lhes claramente que um guineense quando vai para Cabo Verde vai para um País estrangeiro e que não se trata duma circulação interna – não é ir de Bissau a Cantchungo – e que, por isso, devem cumprir todas as formalidades exigidas pela CEDEAO e as Leis de Cabo Verde. Há livre circulação, sim senhor! Livre circulação, exige que o cidadão que quer viajar tenha meios para tal e que faça prova. Livre circulação não é deixar entrar pessoas que depois venham engrossar o exército de indigentes. Espero que a Delegação que vai a Cabo Verde, no regresso, leve consigo os guineenses que hoje, vivem na mendicância, sem tecto e nas ruas da Praia. Os guineenses têm que meter na cabeça, de uma vez por todas, que a malfadada Unidade Guiné Cabo Verde não existe, que os caboverdianos devem nada a Guiné a Bissau (os que foram para guerra, foram porque quiseram ou os caboverdianos passaram alguma procuração?). Há isenção de vistos de entrada de Europeus, Americanos, etc. A razão é simples, são turistas e Cabo Verde não foi o primeiro e nem será o último Pais da Africa Ocidental em adoptar este procedimento. Cabo Verde precisa do turismo! Que são os turistas? Bissau-guineenses, seguramente, não! Por último, a história do Jorge Fernandes está muito mal contada. Aguardemos o inquérito.
Responder
+4 # joao oliveira da cru 07-10-2019 22:15
Infelizmente, o homem cabo-verdiano insiste em negar a sua origem africana.
Que comentario infeliz!
Responder
+5 # Euclides 07-10-2019 19:10
Todos nós, sabemos que deve haver controlo em qualquer que seja teritório (País), mas a desumanidade, é falta de saber lidar com as nossas diferênças. Os guineenses nunca chegaram de pedir, o não controlo nos Aeroportos caboverdianos, mas sim que lhes tratem com respeito e consideração, e até nunca precisaram de ajuda dos caboverdianos. A Guiné-Bissau fez o que fez na luta de libertação da Guiné e Caboverde, foi com grande, espírito de humildade e de valorização humana. pelo menos um respeito dos Caboverdianos para com os guineenses, bastava, o que foi substituido por arrogância e abuso do poder dos caboverdianos. Não adianta enaltecer os europeus, a se acharem que são europeus e não africanos, como dizem muitos por aí.
A valentia é o que, os guineenses tem, apezar de termos políticos maldiciosos que mal sabem representa a Guiné-Bissau. Há de chegar o dia em que todo País que não sabe lidar com a Giné Bissau, pagará pelo seus atos, porque a população guineense deve ser respeitado.
Não tem caboverdianos em Guiné Bissau? os que foram para Cabo Verde é porque estavam passando fome em Guiné? precisam saber uma coisa se é que não sabem, é muito mais melhor viver em sua terra do que viver como estrangeiro em qualquer que seja país.
Responder
+2 # Carlos Barbosa 05-10-2019 18:00
Infelizmentes, isso esta em todo parte do mundo, passei pela mesma situação deste ano nos estados unidos, foi um trauma e até agora não entendi o que passou .
Não me deixaram entrar no país mesmo com visto em dia .Fiquei sem saber o que aconteceu
Responder
+3 # Lino lopes 05-10-2019 01:43
A ser verdade os factos relatados os policias precisam ser castigados
Ja passei por isso no Aeroporto da Praia fazendo viagem para Hollanda nas maos de uns cambadas de incompetentes
Isso so serve para dar cabo da instuiçao
Castigo para eles e elas
Responder
+4 # Cristiano Tavares 04-10-2019 23:18
Chocante e vergonhoso o que fez a polícia cabo-verdiana a um irmão guineense, no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, na Praia. Não dá para acreditar que um ser humano foi tão barbaramente humilhado no nosso chão de Cabo Verde, país cujo povo conquistou a sua dignidade através de uma luta de Libertação Nacional, face à uma dominação colonial.
Responder
+6 # SÓCRATES DE SANTIAGO 04-10-2019 19:17
Se até com nacionais fazem isso, imaginem com os nossos manos africanos do continente! Perguntem ao nosso advogado José Manuel Pinto Monteiro, vulgo, KABRA, como tem passado, há bem pouco tempo, com os agentes da Polícia de Fronteiras, no Aeroporto da Praia? O jurista KABRA foi achincalhado, humilhado, açoitado e aprisionado, sem poder viajar para Portugal, naquele dia com elevados prejuízos, sobretudo, morais e de saúde. Esses BRUTAMONTES POLICIAIS pagaram caro, depois, com processos disciplinares às costas, mas, não há nada que apague os maus tratos, a violenta violação dos direitos de um cidadão, seja ele de que parte do mundo for. O que sucedeu com o nosso irmão da Guiné Bissau, Professor Doutor José Mário Fernandes, deverá ser motivo de ampla reflexão entre nós pela forma como tratamos os AFRICANOS NEGROS, no seu todo, aqui em Cabo Verde, inclusive, os PRÓPRIOS NACIONAIS CABO- VERDIANOS. Há um CLARO RACISMO aqui, em Cabo Verde, um RACISMO ATÉ INSTITUCIONAL, que trata os cidadãos segundo a cor da pele, que TRATA BEM OS BRANCOS E TRATA MAL OS NEGROS. Aqui, em Cabo Verde, há quase uma submissão e vassalagem aos brancos, chegando ao cúmulo de se lhes tirar o chapéu, de lhes lamber as botas, como no TEMPO COLONIAL E DE ESCRAVIDÃO. Se fosse um branco, mesmo que seja de PÉ RAPADO, nem sequer averiguariam os seus documentos. O BRANCO era logo conduzido à SALA VIP, com direito a um cafezinho e tudo mais o diabo e, o mais caricato, é que o polícia o acompanha até tomar uma viatura, para não ser assaltado por um suposto preto bandido. Eis a verdade nua e crua- O NOSSO PAÍS, CABO VERDE, VIVE UMA AUTÊNTICA SITUAÇÃO DE NEOCOLONIALISMO, EM QUE OS AFRICANOS DO CONTINENTE E OS PRÓPRIOS CABO- VERDIANOS SÃO HUMILHADOS E MALTRATADOS DENTRO DO SEU CONTINENTE E DA SUA PRÓPRIA TERRA.
Responder
+3 # joao oliveira da cru 07-10-2019 22:08
Bravo! Socrates deSantiago!
Verdade nua e crua!
Faco minhas tuas palavras.
Responder
+2 # CAROLINA 04-10-2019 14:54
Por favor,a quem de direito para averiguar este caso.Não podemos deixar passar em branco.Afinal somos ou não um pais de direito democrático?
Responder
+3 # didi 04-10-2019 14:18
kabu berdi país mas korrupto de Áfrika, ali ta mordedu ta sopradu, dps es ta fla the best democracy in Africa deixem de tretas, lei marcial dja cv dja dura ta da cara é ca d gossi, os brancos da terra(chavões dos white mens) fartu calarom baxadu ta meti pó na obidu ta munta burro mortu cabo verdi demon+ kracia d cv sta txera fedi dja ki. uniku solusom é.... baza. autoridade so trololo ta aji so na bazi d brasu, gossi ta das um diarreia ales riba ka kama... ki ta uza forsa é animal e nos autoridades políciais sa komporta como tal sem qualquer sanidade mental... triste pa cabo verdianu rasa mas bozofo d cv, kabali pa nada...
Responder
+3 # Olivinho 04-10-2019 13:03
É inaceitável que pessoas com este tipo de carácter possam ocupar tal cargo. Cabral não sacrificou a sua juventude por isso.
Medidas têm de ser tomadas, não é a 1a e nem a 100a vez.
Responder
+2 # Cely 04-10-2019 12:48
Falta de respeito das autoridades caboverdiana. Os nossos policiais não tem amor ao trabalho mas sim ao vencimento que eles ganham.
Responder
+4 # Manel di Júlia 04-10-2019 12:25
É de facto repugnante e envergonha a Nação.

Eu pessoalmente apelaria e sugeria ao nosso Presidente da República a intervir, como Chefe de Estado que é, para pedir aos principais responsáveis da nossa Polícia, exortando-os a fazer entender aos nossos Agentes que mudem de atitudes nas abordagens às pessoas porque é nesse quesito onde estamos com maior problema.

Este relato nos coloca muito mal, embora sabendo que temos profissionais à altura e que fazem uso da razão e não da emoção.

Se não se ver para as atitudes infelizes que alguns dos nossos Agentes vêm tendo, todos ficaremos a perder.
Responder
+4 # toto 04-10-2019 12:07
Os cidadãos dos PALOP tem livre mobilidade entre eles (3 messes) pelo que esta fora de questão os 06 messes de vigência do Passaporte , ja' para Brasil seria requisito caso fora entrar como Turista ,mais ele tem Permissão de Residência de la'. Os prejuízo tem que ser reparados - comprar os passajes perdidos - como mostra de HUMANIDADE.
Responder
+6 # Revolta 04-10-2019 10:45
Estou indignada com este relato.
Sou caboverdiana e ja concorri duas vezes no concurso para a PN.infelismente nao tive a sorte de passar no teste psicotecnico.
Mas perante a atitude desses agentes com um filho de Deus igual a nós , pergunto: em quê é baseado em teste? Qual foi o requezito de boa conduta que foi neles deparado neste teste?
É uma vergonha.
São poucos os que teem a humildade e consederam aquela farda como uma arma para paz e respeito mútuo.
Espero q jorge Mário Fernandes seja mais um exemplo para refletirmos sobre nossos actos e dizer não à discriminaçao e abuso de puder.
Responder
+2 # Nany 04-10-2019 10:23
A verdade é que a nossa Polícia Nacional está doente. São agressões sexuais, à porrada, são descontrolos de raiva que acabam em homícidios (sim, porque são o que são), são as humilhações a que submetem nossos irmãos, apenas por serem de onde são, portanto com um toque de racismo pelo meio, enfim. Esquecem-se da sua missão que é a de proteger os cidadãos, incor[censurado]m um autoritarismo a que não estão mandatados, confundindo autoritarismo com autoridade, e continuam a manchar a imagem da instituição tida como uma das mais corruptas deste país. Deviam ter vergonha na cara.
Responder
+4 # Carlos 04-10-2019 09:59
Há relatos desse tipo de acções nos aeroportos, principalmente o da Praia com gente que chegam do Continente.
Acho que boa parte dos policiais o fazem por incompetência.
Um passaporte tem uma data de validade, nesse caso ainda 3 meses e o cidadão estava em transito. porquê tanto rancor e ódio.
Responder
+2 # Martinho Moreno Ram 04-10-2019 09:46
A confirmar o que o jovem Guineense relata na peça que acabei de tomar conhecimento devo em primeiro lugar solicitar as autoridades do meu País que abram um processo de averiguação o mais breve possivel e que havendo na verdade violação de direitos que tomem as medidas que mostrarem necessárias. Cabo verde é um estado de direito e em cabo-verde os direitos humanos devem ser respeitados.
Responder
0 # Oide 04-10-2019 21:28
Falaste bem
Responder
+3 # FIDEL CASTRO 04-10-2019 09:10
Esta é a grande nação exemplar que vence o resto da África em quase tudo que é trivial e em quase nada que é transcendental.

Nisto é que dá ter trogloditas e sociópatas trabalhando em algo tão sensível como é o policiamento e a fiscalização policial.

Se muitas vezes abusam da sua autoridade para com os nacionais, imaginem só para com os "hermanos" africanos.

O único ser que verdadeiramente "respeitam" é o turista europeu, ou melhor, o "amo branku".

Mas tudo isso não deixa de ser consequência das próprias decisões políticas que engrandecem o "branco" nas nossas fronteiras e minimizam o "irmão africano".

Mil desculpas não apagarão o feito, mas há que levantar a cabeça e ser forte.

Tenho dito.
Responder
+3 # Rapaz Nobu 04-10-2019 09:06
Acredito seriamente no relato deste jovem, pois nao e a primeira vez que acontece. È Preciso dizer que esses agentes da Policia estao mal preparados em tudo, basta ver que andam a assaltar, roubar, violar. Escândalo total, mas também para entrar na policia dizem que é um autentico fraude e coisas do genero.
Responder
+3 # De Fátima 04-10-2019 08:28
Eu enquanto cabo-verdiano sinto-me triste, desgostoso e envergonhado com o relato desse nosso irmão guineense, Jorge. Acredito a 100% em tudo o que escreveu, tendo em conta a falta de preparação académica e de postura moral e ética dos agentes policiais em Cabo Verde. A única preparação que aparentam é física, talvez para impressionar as menininhas desta terra, cometendo pedofilia e agressão sexual em que o ocorrido na esquadra de Santa Catarina em Santiago, é apenas um exemplo.
Adiante, como ia dizendo, é vergonhoso a forma como a polícia trata os guineenses, senegaleses e outros irmãos próximos desta nossa África, a revelia dos direitos humanos e dignidade enquanto pessoa, o que põe a nú o complexo do cabo-verdiano para com a África, frustrando os ideiais de Amílcar Cabral.
Jorge, prima facie, vejo em si um jovem inteligente e comprometido com o seu país e África, pelo que deve continuar a sua missão. Abraço e felicidades irmão.
Responder
+1 # toto 04-10-2019 08:10
Angela : covarde
Responder
+1 # toto 04-10-2019 08:01
Isso aconteceu pq e' NEGRO AFRICANO SEM PADRINHO . Todos esses abusados e covardes tem q ser suspensos ,quem faz isso na cor[censurado]ção faz isso na rua .
Responder
+10 # Humano 04-10-2019 06:55
Este relato traduz apenas a ponta do iceberg do tratamento desumano que os irmãos africanos sofrem dos agentes policiais mal preparados nas fronteiras. Pedidos de desculpas não bastam, urge uma sindicância séria e tomada de medidas cabíveis no sentido de repor os direitos deste cidadão irmão.
Responder
+9 # joao paulo Lana 04-10-2019 00:42
Eu como Brasileiro fiquei revoltado com essa situação, será que nenhuma autoridade de Cabo Verde vai tomar providencias a respeito dessa humilhação sofrida por esse senhor? e porque um agente de fiscalização estava questionando um documento Brasileiro ?(residencia no Brasil) Fico revoltado com essas situações de humilhação. retirar o celular e desbloquear é um ato agressivo de individualidade e privacidade. Vergonha que Cabo verde tenha esse tipo de gente trabalhando para o país, estou pesquisando sobre Cabo Verde e tudo que vi até agora são coisas maravilhosas de um país que até então nunca tinha houvido falar, más caí nessa reportagem e sentí disgosto.
Responder