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Por: Albino Sequeira

 

  • No passado dia 19 de novembro, a Câmara Municipal do Tarrafal São Nicolau aprovou o último orçamento para a sua gestão autárquica. Um orçamento no valor de 510 milhões de escudos, que não se traduz em grandes projetos e obras para alavancar a economia local e promover um desenvolvimento para todos.

    Um desenvolvimento que satisfaça as necessidades e as vontades de cada munícipe.

    O Executivo camarário apresentou um orçamento meramente eleitoralista, inexequível e vazio em conteúdos.

    Em 2016, a atual equipa camarária, liderado pelo seu Presidente, José Freitas de Brito, apresentava ao eleitorado do Tarrafal com várias promessas através de uma plataforma eleitoral, que acabou a convencer os eleitores a optarem por esta proposta, julgando ser a melhor para a governação do concelho durante quatro anos.

    Tendo em conta a plataforma eleitoral deste grupo e em acareação com as atividades realizadas mediante os orçamentos apresentados, somos a concluir numa primeira leitura de que, a plataforma só serviu em campanha, em nenhum momento foi tido e achado como instrumento de suporte para a governação do município. As propostas do referido documento não saíram do papel, zero em realização.

    Daí que, comparando o último orçamento com o programa eleitoral do MpD apresentado nas eleições autárquicas de 2016, para a região do Tarrafal, os munícipes Tarrafalenses devem questionar e pedir uma explicação do Presidente da Câmara e ao seu elenco, porquê não consta no orçamento de 2020, políticas para diversificar a agricultura de sequeiro nas zonas húmidas de Fragata, Ribeira Prata, Hortelã e Ribeira dos Calhaus, com a introdução de fruteiras de vários tipos.

    O conjunto do MpD, que se justificava o motivo da candidatura com base numa motivação de continuar a servir os munícipes e a nossa terra, deve explicar ao povo desta municipalidade, o destino dos projetos tais como Marina do Tarrafal, mercado municipal, transformar o polivalente São Francisco em Polidesportivo, requalificação da avenida marginal, a construção das placas de Palhal, Cabeçalinho e Marel Pintod, construção dos Paços de Concelho, criar uma rede de esgoto na cidade do Tarrafal, requalificação da avenida Praia Tedja à João Batista e estrada de acesso à Cacimba.

    O poder local e o seu Presidente deve responder à população do concelho e em particular às zonas rurais, porquê até hoje não foi construída a Unidade Sanitária de Base e centro multi uso em Fragata; o parque ‘fitness’ e uma praceta em Ribeira Prata; reabilitação do polivalente, requalificação da zona de Cruz, com estruturação das ruas e pracetas; desenvolvimento de um coqueiral no vale de Ribeira Prata e Fragata; desenvolvimento de um mangueiral na localidade de Praia Branca, Ribeira dos Calhaus e Fragata; desenvolvimento de uma área de produção de café nas zonas altas de Ribeira Prata e Fragata; vulgarização e generalização da irrigação gota-a-gota, em todo o município e aumento de disponibilidade de água para irrigação.

    O programa apresentado em 2016 e que baseava em honestidade, legalidade e trabalhar, deve estar em condições de garantir aos eleitores e o distrito em geral, o paradeiro do Alpendre para os pescadores, mas mais ainda, garantir a localização das praças de referência e a musealização do sítio histórico do campo de concentração do Tarrafal São Nicolau.

    Acredito que foi esquecida por parte desta nova gestão política, de efetuar diligências junto do Governo de modo que a cidade e a ilha pudessem ter um porto estruturado, de dotar o município de instalações próprias, de fazerem potencializar os ganhos da mais emblemática canção de Cabo Verde, a sodade, com a dinamização do festival de Morna, de recomendar o plano detalhado de João Batista, Telha e Marel Pintod, fazer com tenhamos uma máquina de raio X, tentando esforços junto do Governo, classificar a região de Baixo Rocha e Carbeirinho como áreas protegidas, reforçar o sistema de recolha de lixo e de reabilitar o aterro controlado.

    Perante esta análise que resulta do produto obtido por esta maioria, podemos assegurar que estamos diante de uma gerência falhada, que não souberam delinear as estratégias, os objetivos e metas para alcance dos resultados. Nenhuma destas promessas aqui mencionadas que se encontram na plataforma eleitoral do MpD para as eleições autárquicas de 2016, foi cumprida.

    Uma administração que se diz pautar pela legalidade, não partilha os instrumentos de gestão (conta gerência, orçamento, plano de atividades) com os munícipes, como manda a lei, nunca informou o desfecho do caso de desvio de dinheiro no serviço autónomo de água, não responde às perguntas sobre contas das atividades realizadas e não apresenta informações das deslocações do Presidente ao estrangeiro como refere a lei, só podemos dizer ao contrário, uma gestão que estriba na não transparência.

    Consequências do Elenco Camarário

    - mais pobreza

    - mais desemprego

    - menos jovens no município por falta de emprego e de oportunidades

    - menos água para agricultura e criadores de gado

    - menos confiança

    - pessoas deixaram de acreditar nas potencialidades do município

    - mais desigualdades sociais

    - mais discriminação no tratamento dos funcionários e pessoas

    - despovoamento da cidade

    - menos projetos sociais

    - uma juventude abandonada

    - centro de juventude como figura, que não funciona

    - abandono de cais de pesca

    - abandono das crianças de rua

    - abandono dos idosos

    - abandono dos jovens que se encontram em álcool e em drogas

    - governação autoritária, governa-se com ditadura

    - incapacidade de mobilização de recursos e concretização de projetos relevantes para a economia

    - incapacidade na negociação com o governo para garantir uma ligação eficiente e eficaz, quer marítimo, quer aéreo com as restantes as ilhas

    - danificação de património do estado (carro do Presidente)

    - abandono dos patrimónios municipais

    - incumprimento no pagamento dos salários dos trabalhadores de quinzena

    - não pagamento do INPS aos funcionários,

    - não pagamento da renda do sítio, paços de concelho

    - falência financeira do município

    - falta de prioridades no exercício

    - sem políticas para o ambiente, saneamento e meio rural

    - política zero para turismo

    - abandono total do município.

    Que cada eleitor, cidadão possa tirar as suas próprias conclusões. Uma gestão completamente falhada. Estaremos em 2020 analisar e confrontar se vale pena continuar com um projeto do tipo, falido de ideias, desgastado e despreparo para a liderar os destinos do Tarrafal.

    Ciente, estará cada pessoa da comunidade para optar por propostas alternativas e melhores atores políticos.

    Tarrafal merece mais, precisa de um líder à sua altura, uma equipa ativa, conhecedor de causa pública e que se compromete a servir os interesses coletivos em detrimento dos individuais.

    Por um Tarrafal mais e melhor, optamos por outro caminho, uma estrada que nos conduz à felicidade.



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