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Por: Carlos Fortes Lopes

 Carlos F. Lopes

Um ditado frequentemente repetido é que o governante deve ter muito cuidado com o que diz.

Os difíceis desafios diários e as peculiaridades que acompanham a administração pública e a Banca não estão a apoiar os jovens cabo-verdianos. Nem sequer o Governo cria condições para o empreendedorismo jovem.

Até hoje o país foi incapaz de estabelecer ecossistemas que preenchessem o vácuo de empreendedorismo e alguns que aventuram com o dinheiro dos pais enfrentam dificuldades com a comunicação, eletricidade, transportes marítimos e aéreos. Ou seja, o empreendedorismo só é para um pequeno grupo de bem abençoados.

Os trabalhadores e empreendedores apartidários são obrigados a enfrentar as dificuldades acima mencionadas e a pressão político-partidário. Ou seja, precisarão vencer várias probabilidades na busca da inovação e crescimento.

Uma pesquisa pessoal me levou a concluir que o fornecimento da eletricidade e da água não são confiáveis, e o preço exagerado dos mesmos, continua impondo uma restrição severa às operações empreendedoras, com a maioria dos empreendedores jovens relatando situações caricatas e de apuros para concluírem os trabalhos no tempo prometido.

Mas os filhos dos políticos têm sempre solução. Painéis solares para emergências e cunhos dos pais ou familiares políticos.

É aí que se identifica quem é quem.

Os indivíduos ricos ou ligados ao partido que suporta o Governo são financiados sem muita burocracia institucional enquanto outros estão sendo objetos de inúmeras “investigações” e ou repetidas solicitações de documentos desnecessários

O empreendedorismo jovem em Cabo Verde continua sendo um capital de risco caseiro, numa cultura de investimento bastante reticente para os desprotegidos.

Muitos dos familiares de jovens empreendedores relatam a corrupção como o principal obstáculo ao empreendedorismo jovem.

Como se pode constatar, as soluções alternativas para alguns dos problemas que afetam os ambientes de negócios dependem exclusivamente da mudança de atitude dos governantes.

Pôr na prática o que se comunica e deixar de usar promessas falsas para ganhos político-partidários.

Sejamos sérios connosco mesmos

A Voz do Povo Sofredor

 





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