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Assinatura protocolo ANCV 01

O conservador do Arquivo Nacional de Cabo Verde, José Maria Tavares, disse hoje que o projecto Resgate Final vai trabalhar, em cooperação com o Instituo Camões, na recuperação de oito mil documentos relacionados à historia do país nos séculos 17 e 19 e que ficaram na Torre do Tombo em Portugal, após a independência.

José Maria Tavares fez esta afirmação à imprensa, após a assinatura do protocolo de financiamento do projecto Resgate Final, feito com o Instituo Camões, acto que teve lugar na cidade da Praia.

Na ocasião o conservador da Arquivo Nacional explicou que os oito mil documentos se encontram no Arquivo Histórico Ultramarino e no Arquivo Nacional Torre Tombo, ambos em Portugal, relativamente ao século 17 e 19, que relatam grande parte da do país história enquanto povo.

Segundo disse, existem mais documentos que estão em outras instituições, e que futuramente será desenvolvido mais projectos que darão continuidade a este, para documentos cabo-verdianos que se encontram no exterior.

De acordo com José Maria Tavares, a primeira fase deste projecto aconteceu de 2012 a 2015, mas, ajuntou, é preciso fazer um diagnóstico daquilo que se tinha proposto do que foi feito, para traçar a segunda fase, que se propõe de dedetização e mais trabalhos por executar.

“É preciso identificar os documentos, organizá-los para fazer todo o processo de dedetização e transferência”, sublinhou.

O presidente do Instituto Camões, Luís Ramos, avançou que o projecto basicamente recupera a memória através da digitalização daquilo que foi o caminho de Cabo Verde no tempo colonial.

Enalteceu a continuidade da parceria entre os dois países nesta área, considerando “fundamental”, sobretudo para jovens cabo-verdianos, pesquisadores, investigadores e estudantes perceberem o passado para melhor projectarem o futuro.

“É um projecto que vai durar três anos, que irá dar seus frutos à medida que for sendo desenvolvido”, sustentou.

O projecto “Resgate” permitirá concretizar o minucioso trabalho de inventariação, organização, digitalização e catalogação de um espólio documental histórico referente a Cabo Verde que se encontra patente no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU) e, bem assim, no Arquivo Nacional Torre do Tombo de Portugal.

O apoio do Instituto Camões, que irá financiar 80 por cento do projecto, consubstancia-se ainda no reconhecimento incontestável do direito de acesso pleno às fontes de informação da história do arquipélago e sua memória colectiva.

SM/Inforpress



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