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 Baía das Gatas 35 VLU E VASCO 01

O músico Vlademiro Ferreira, conhecido como Vlu, soma o maior número de participações no Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, tendo actuado em 18 das 33 edições do certame, em 34 anos.

É que, embora o festival entre agora no 35º ano, foram realizadas até agora 33 edições, já que o certame não se realizou em 1995, devido a uma epidemia de cólera que assolou Cabo Verde.

Vlu, a solo, iniciou a presença no festival na primeira edição em 1984, tendo actuado no segundo dia, domingo, 19 de Agosto, ao lado de artistas como Djô d’Eloy, já falecido, Pinúria, Júlio Silva, Zeca e Zequinha Magra, entre muitos outros, e grupos como Arco-Íris, Progresso, Gaiados, Kings e Gota d’Aga.

Repetiu a presença nos anos seguintes de 1986, 87, 88 e 89 e, na década de 90, actuou em cinco edições (90, 91, 92, 97 e 98). Seguiram-se as presenças em 2000, 2002, 2004, 2005, 2009, 2011, 2012 e 2016, sendo que não estão contabilizadas as eventuais actuações do artista integrado em outras bandas.

A apenas uma presença de alcançar Vlu encontra-se um dos fundadores do festival, Vasco Martins, que, ao teclado ou na guitarra, participou em 17 das 33 edições do certame, em 34 anos.

Tal como Vlu, Vasco Martins faz parte do quadro de honra dos artistas que fizeram o primeiro festival, em 1984. Ainda na década de 80, actuou nos certames de 1985, 86, 87, 88 e 89.

Vasco Martins regressaria ao palco da baía na década de 90 por cinco vezes (1990, 91, 96, 97 e 98), registando ainda presenças em 2006, 2009, 2010, 2012, 2014 e 2016.

Curiosamente, Vlu não figura no cartaz deste ano, mas lá está Vasco Martins que, assim, tem a hipóteses de se colocar lado a lado ao seu colega músico no top do ranking de presenças no festival.

No pódio dos recordistas entra ainda o músico Bau que, por sua vez, com 14 presenças, fica a quatro de Vlu e a três de Vasco Martins.

Bau estreou-se com o seu violão no festival em 1986, actuou nas quatro edições seguintes (1987, 88, 89, 90 e 92).

Quatro anos depois voltava a “soltar os acordes” dos seus instrumentos preferidos, violão, violino e cavaquinho, em 1996, tendo ainda marcado presença nas edições de 2000, 2001, 2003, 2005, 2009, 2010, 2012 e 2016.

Na história do Festival de Música da Baía das Gatas, regista-se que Cesária Évora, também ela parte integrante do quadro de honra dos artistas que fizeram o primeiro festival, falecida a 17 de Dezembro de 2011, acumulou sete presenças.

Ela foi homenageada em 1992, 1996 e 2012 (postumamente), tendo ainda actuado nas edições de 1991, 2002, 2006 e 2009.

Outro nome sonante do folclore cabo-verdiano, Bana, actuou por três vezes no festival, nas edições de 1986, 1991 e 2004, ano em que foi a figura homenageada.

Relativamente a músicos vindos do estrangeiro, cabo-verdianos ou não, os primeiros a actuar no festival foram os cabo-verdianos Paulino Vieira e Dany Silva, que viviam em Portugal, o português António Jorge Branco, ao piano, e o cubano Sérgio Faria, todos na segunda edição, em 1985.

A primeira banda estrangeira a pisar o palco da Baía das Gatas foi a orquestra cubana Turiguano, em 1986, por ocasião da 3ª edição.

De lá para cá, anualmente, têm chegado ao certame grupos provenientes, sobretudo, da diáspora cabo-verdiana, mas também do Brasil, Portugal, Países de Língua Oficial Portuguesa, Jamaica, França e Cuba, entre muitos outros.

As curiosidades relativas ao mais antigo e famoso festival de Cabo Verde passam também pela data da sua realização, pois, se é certo que o mês, Agosto, nunca mudou, o mesmo não se pode dizer dos dias da semana.

Ao vasculhar os arquivos do evento, constatamos que a maior parte das edições foi realizada entre os dias 12 e 19. Mas casos houve em que a festa se fez no início do mês, como nas edições de 2001 e 2007, dias 3, 4 e 5.

No pólo oposto, já a bater Setembro, também em duas ocasiões (1999 e 2004), a data coincidiu com os últimos dias de Agosto, 27, 28 e 29.

O Festival da Baía das Gatas tem sido, por outro lado, o palco de todas as homenagens quando se deseja enaltecer uma figura, uma banda ou um acontecimento marcante, ainda que não se tenha verificado em todas as edições

Foram homenageados B. Léza (85) e Movimento Claridoso (86), na década de 80, Renato Cardoso (1990), Cesária Évora (92), Frank Cavaquim (93), Mestre Baptista (94), Cesária Évora (96), Luís Rendall (97) e Antoninho Travadinha (98), na década de 90.

Do ano 2000, em que se destacou os 25 anos da Independência, a esta parte, foram homenageados a Amizade e a Solidariedade (2001), a banda Voz de Cabo Verde (2002), o compositor Manuel d’ Novas (2003), Bana (2004), Luís Morais (2005), Fundadores do Festival (2006), Movimento Claridoso (2007), a Música (2008) e, em 2009, os 130 anos da cidade do Mindelo.

Igualmente foram ainda homenageadas a população da ilha (2011), Cesária Évora, a título póstumo, (2012), Jorge Monteiro (2013), a Morna (2014), os Artistas Cabo-verdianos (2015) e o Turismo e Ambiente (2018).

Para e edição deste ano, a comissão organizadora distingue, mais uma vez, os mindelenses.

O festival teve a sua primeira edição no dia 18 de Agosto de 1984, é realizado anualmente na praia da Baía das Gatas, a oito quilómetros da cidade do Mindelo, e desde aquela data apenas em 1995 não se realizou, devido a uma epidemia de cólera que assolou Cabo Verde.

A 35ª edição do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas é inaugurada na sexta-feira, 09 de Agosto, pelo trio de vozes cabo-verdianas formado por Cremilda Medina/Djocy Santos/Ceuzany de acordo com o alinhamento divulgado pela organização.

Com Inforpress



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