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Por: Marlene Rodrigues

 Marilene

Real que longe de ti, sinto perto do fim

Perto do fim, sinto longe de mim

Já nos seus braços, afasto de mim

Afasto sim, e também do fim

E sinto toda tua,

Daí viajando pela lua.

 

Nos seus braços pequenos

Sinto em lugares maiores

Esse grande universo sem o meu moreno

Seria um mundo sem flores e sim de dores.

 

Eu só sinto protegida nos seus braços

Não importa o lar e se estamos no meio do mar

Meu porto seguro quem cuida do meu corpaço

Não vejo motivo para não te beijar e amar

 

É verdade que em alguns momentos eu me distancio

Não pelo meu bel-prazer e sim devido as fortes necessidades

Mas que vou te achar sempre só a me esperar eu confio

Para dar sentido na sua vida, isso é a minha potencialidade

 

És rico de me ter nos seus braços bebê

Tens mimo, carinho, beijos e tudo quanto é bom em excesso

Também sou rica por ter você

Tenho tudo de brilho e não poderia te dar o avesso

 

Eu sem você sou diserta

viver sem o seu amor é viver no inferno

não seja individualista, aproxima e me aperta

escreve em mim doces frases e pinta as palavras com beijos,

eu sou o seu caderno.

 

Nos seus braços!

Nos seus braços

Simplesmente eu me sinto fora do poço.

sinto fora do poço

 

quando dentre seus braços

seu corpo todo transforma em meu pedaço

reflectindo assim uma complexa separação

como quando se une dois pedaços de aços

seus braços de jeito manso e quente

que me tatua de abraços imensos e picantes

não quero perder por nada para não sofrer

sacrifico só para angariar no amanhecer e no anoitecer

 

a minha felicidade

habita nos seus braços

lá não vejo maldades e apenas saudade

saudade de aproximar e abiscoitar predileto abraço.

 

abraço que me acalma

abraço de alegria e da magia

meu protetor inimigo do encauma

que alegra e embeleza o meu dia

 

mergulho-me respirando nos seus braços

não afogo e nem sufoco

orgulho-me sentindo lá mais calma

viver nesse mundo de mares de problemas

longe dos seus braços não faz parte do meu foco.

nos seus braços

nos seus braços

eu me sinto no apogeu da alegria

livre da melancolia

e fora do poço.



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Comentários  

0 # Arena crítica 05-05-2019 19:08
Realmente o ser humano sente falta do outro para preencher a sua angústia existencial, num universo que é indiferente à nossa existência, mas ao mesmo tempo acolhedor. A amor latente no teu poema é a forma mais sublime que temos para conectarmos com tudo o que nos rodeia.

Força aí, bom poema. Continua!!!
Responder
0 # Marlene rodrigues 04-06-2019 09:10
Ok
. Muito Obrigada.
Responder