Pub
Por: João Cardoso

João Cardoso1

1. Simulações no maior palco do mundo em Hollywood. Lady Gaga on Oscar Win & Being “in Love with Bradley Cooper”. (Gaga que é Lady ganhou Óscar de melhor canção.) Não houve tentativa de assédio ou da cumplicidade amorosa ou de romance entre ambos depois do sucesso que foi o filme ”Shallow” que juntou Gaga e Cooper. Tudo simulações (!) para dizer ”Todo o espectador é um cobarde ou um traidor” para o fingido like. Para que houvessem vozes e consciências manipuladas digitalmente. A “Shallow” é uma canção de amor, o filme é uma história de amor. Rica imaginação: Canção de amor & história de amor; sem beijos, sem passar pelo altar dos anéis. Só troca d’olhares malandros... Foi a maior simulação e mais empolgante atuações da história dos Oscars para provocar e desmistificar as redes sociais. Quem viu? “Enganámos-vos!” Disse Gaga na entrevista por Jimmy KimmelLIVE!

2. Eu assumo tentativas. O que é preciso é ter a consciência das coisas; depois assumi-las. A vida é mais valorizada quando maior for as nossas tentativas simuladas ou não com a assunção plena de riscos calculados. Assim, há razões para rir…É caso para se dizer que o nosso sucesso está para tentativa assim como respirar está para a vida. Imagine lá um camponês algures, em Achada Bel Bel, que passa todo o seu tempo a planear para ver se conseguirá fazer germinar as sementes na sua ribeira com sucesso. Às vezes a vontade não lhe falta apesar das contingências e aleatoriedades mil. Se pensarmos num grupo de pescadores de Rincão que parte, diariamente, dentro de uma “casca de noz”, em aventuras, sem o radar ao longo das costas rochosas e d’esperanças das nossas ilhas a lançar, ao mar alto, à procura do pão e do peixe. Ensaia e mágica coisas na tentativa de apanhar maior número possível de pescados. Mas a vida é para eles desafios. Se nas noites de lua cheia ou minguante os peixes deixarem morrer em cardumes por suas próprias bocas revitalizam os ânimos e criam os estímulos e as tentativas são assumidas em a (s) tentativa (s).

3. Tentativa (s)! Concretizam-se ações «as tentativas» e a vida passará a ter um significado e a ser encarrada com maior determinação e tudo tornar-se-á mais fácil. Abram aspas: «Valerá sempre a pena lutar em cada dia assumindo os desafios do mar e da terra lutando mais e melhor». Neste planeta estamos sujeitos sempre à última tentativa. É curioso observar que as crenças religiosas no mundo criam dois grandes reinos: o do bem e o do mal e as doutrinas consolidam-se em função dessas práticas. A lei da física irá confirmar dizendo que o encontro entre dois polos, um negativo e outro positivo: causa a reação. É também assim: a lei da vida. Lembrei-me do título de uma das emblemáticas obras do pensador do nosso século Edgar Morin «Ciências com Consciência». E comecei assim, de repente, a pensar que não existe uma Índia, existem. Sim. Várias Índias.

4. Ó T’s da vida! Não me venham dizer que foi o diabo que orquestrou tudo isso. Todos nós no dealbar de um novo ano fazemos a retrospetiva do que foi o ano transato sobre as nossas tentativas ensaiadas e planeadas e o que poderá ser os próximos dias ou mesmo agora (?) Em jeito de balanço e projeções. Não é nem mais nem menos do que saldar ou tentar saldar uma conta. Então arquitetam-se os planos com maior ou menor otimismo. Uns mobilizam todas as suas energias, alguns arranjam métodos para tentar derrotar os seus adversários mais próximos não se importando dos meios e planos que terão de utilizar. Outrossim, consoante for o saldo assim será o motivo para uma maior reflexão e de se procurar reencontrar pistas para uma saída. Há pessoas que ficam mergulhadas e embrulhadas numa tremenda confusão e desespero. Outras há que sabem lutar e essas pessoas, sim, merecem sempre um tratamento muito especial. São uns autênticos vencedores da vida. A vida é feita de conquistas, tentativas e derrotas, e, no final do dia rezamos nos rosários dos «T’s» do balanço. Existem algumas pessoas que por natureza não planeiam, magicam palpites e nem tão pouco sabem orquestrá-los.

5. Convictamente, a tentativa na vida é o somatório dos “T’s” do dia-a-dia, e, também mensais é que darão no final do ano: o balanço final. Aparecer-nos-ão sempre os “T’s” da digrafia contábil. Agora? Agora, poderemos imaginar as nossas relações com outros entes e depararemos com o deve e o haver, com o direito e a obrigação que nos orientam como uma bússola. O Estado e outras instituições públicas e privadas funcionam pelos «T’s». O débil ou robusto crescimento ou não desses entes jurídicos públicos e privados dependerão sempre da dinâmica que conseguirão imprimir a um dos lados dos «T’s». As grandes discussões macros e microeconómicas a nível interno e externo no mundo global giram à volta da digrafia. Reparem bem (!) Consoante forem as situações superavitária ou deficitária assim serão as medidas a serem tomadas e implementadas. Uma questão a ser diagnosticada e interpretada pelos economistas como espelhos refletidos.

6. Não há a balança sem os pratos e o balanço sem «T’s». A balança é o símbolo da justiça, do equilíbrio e da transparência (Ela está na forte dependência direta dos seus dois pratos, apesar da existência das domésticas balanças dos “rabidantes”). No Antigo Egipto pesavam as vísceras para puderem fazer julgamento final e as crenças são sempre crenças, mas uma coisa é certa, tanto no aspeto da vida material como na espiritual (!) nós somos iluminados pela luz da vida dos «T’s».

7. Sem simulações. Na comunidade da Figueira Moita prometida do pão&leite e do peixe&mel gostaria de produzir bolbos de tulipas, de jasmins e de orquídeas em viveiros em socalcos construídos com suores doloridos dos ombros, dos pulsos, dos joelhos e das pernas musculadas de mulheres (solteiras que nunca viram um cão solteiro). Na comunidade prometida do pão&leite e do peixe&mel onde não se houve dizer que há uma voz manipulada digitalmente nem tão pouco “O espectador é um cobarde ou um traidor.”

8. Com simulações no maior palco do mundo em Hollywood: Gaga e Cooper musculavam e fabricavam a lógica do simulacro para dizer que não há a cumplicidade amorosa entre a Lady e Bradley para venderem e justificarem a vitória ao mundo “Assim nasce uma estrela.” Sem simulações na comunidade da Figueira Moita: a Maria Júlia e as mães solteiras (que nunca viram um cão solteiro) labutam arduamente sol-a-sol na tentativa da prometida “Assim se ganha o pão&leite e o peixe&mel.”



APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

A crise na imprensa mundial, com vários jornais a fechar as portas, tem um denominador comum: recursos financeiros. Ora, a produção jornalística, através de pesquisas, entrevistas, edição, recolha de imagens etc. Tem os seus custos. Enquanto está a ler e a ser informado, uma equipa trabalha incessantemente para levar a si a melhor informação, fruto de investigação apurada no estrito respeito pela ética e deontologia jornalisticas que caracterizam a imprensa privada, sobretudo.

Neste momento em que a informação factual é uma necessidade, acreditamos que cada um de nós merece acesso a matérias precisas e de interesse nacional. A nossa independência editorial significa que estabelecemos a nossa própria agenda e damos nossas próprias opiniões. O jornalismo do Santiago Magazine está livre de preconceitos comerciais e políticos e não é influenciado por proprietários ou accionistas ricos. Isso significa que podemos dar voz àqueles menos ouvidos, explorar onde os outros se afastam e desafiar rigorosamente aqueles que estão no poder.

Portanto, se quiser ajudar este site a manter-se de pé e fornecer-lhe a informação que precisa, já sabe que toda contribuição do leitor, grande ou pequena, é tão valiosa. Apoie o Santiago Magazine, da maneira que quiser, podendo ser através da conta nº 6193834.10.1 - IBAN CV64 000400000619383410103 – SWIFT: CANBCVCV - Correspondente: TOTAPTPL - Banco Caboverdeano de Negócios - BCN, ou por meio deste dispositivo do PayPal.


APOIE SANTIAGO MAGAZINE. APOIE O JORNALISMO INDEPENDENTE!

Comentar