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Por: João Cardoso

João Cardoso1 

I

O ano nasceu há, já, 16 dias com um Sol tímido que desmente e desafia a bruma seca que se abate sobre o que as vem: no país e no mundo. Ainda bem, que o acorde do violão nos desperta para inúmeros lugares comuns sobre as imagens que renascem, dentro de nós, para depois nos dizer o que é ser ilhéu.

II

A morna personifica a saudade, num misto de tristeza e da euforia (com o vento a continuar a soprar de norte para o sul). A nossa vida é um autêntico casebre assente em pedras soltas recozidas pelo Sol. Com o populismo sempre a espreitar e a expropriar o povo do raciocínio que nega-lhe o discernimento e pede-lhe mais sacrifícios. Mantem-se o busíllis.

III

No dia da Nossa Senhora do Rosário rezar-me-ei rosários de orações aos meus filhos. Gostaria que houvesse, nesse dia, uma grande escada que me levaria ao Céu, e, ter asas do tempo para sobrevoar as ilhas com coroas de nuvens para matar tanta, tanta …sede na terra seca de Cabo Verde. Mesmo que as minhas lágrimas no altar do Céu se transformem em gotas de água para aspergir toda a nossa dor.

IV

Nesse mesmo dia, lembrei-me de que na tradição do uso duma árvore como símbolo: os romanos costumavam enfeitar pinheiros com máscaras de Baco, o deus do vinho, para venerar o deus Saturno, que era o deus da agricultura, da justiça e da força. A festa era chamada de “Saturnália” e coincidia com o nosso Natal. Mas escolher-me-ia sempre o pinheiro da mitologia chinesa que significa a longevidade e o japonês a simbolizar a imortalidade.



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