• Praia
  • 29℃ Praia, Cabo Verde

A imortalidade em tempos de pandemia. Apontamentos avulsos de um confinado por mor da vigente situação de calamidade pública sanitária

OITAVAS E DERRADEIRAS ANOTAÇÕES PARA A HONRA E A GLÓRIA DE ALGUNS VERDADEIROS E AUTÊNTICOS MORTOS IMORTAIS NOSSOS, DO POVO DAS ILHAS E DIÁSPORAS, COM ENLEVADA, SE BEM QUE SINTETIZADA, REMEMORAÇÃO DE OUTROS MAIÚSCULOS (RE) CRIADORES E (RE) INVENTORES DO NOSSO MUNDO CABOVERDIANO, AINDA E PARA TODO O SEMPRE DO POVO DAS ILHAS E DIÁSPORAS

A imortalidade em tempos de pandemia. Apontamentos avulsos de um confinado por mor da vigente situação de calamidade pública sanitária VI

SEXTAS E PENÚLTIMAS ANOTAÇÕES ELABORADAS, SISTEMATIZADAS E COMENTADAS EM MODO VAGAMENTE ENSAÍSTICO PARA A VEEMENTE E DESCOMPLEXADA LOUVAÇÃO DO COSMOPOLITA BILINGUISMO DO POVO CABOVERDIANO

Preta Nhacu Preto

1. Era sábado. Viajávamos pelo país real sem sobressaltos, mas para marcar a espiritualidade. Chegávamos ao espaço ecológico de Nhagar, na cidade do Planalto, a meio do dia, encontrava-se cheio de luz e de um sol malandro de maio (da deusa Bona Dea da fertilidade no Império Romano), que desafiavam as plantas, as garrafas, as latas que ornamentavam as paredes com um certo misticismo e olhares do tempo, e, as mesas, as cadeiras, os armários feitos de paletas recicladas e envernizadas com a cor do tijolo. (Tudo muito simples para não dizer que é simplista). De soslaio, um casal de...

Betú & Betano

1. A morna é para ele como um barco a vela, ao vento, que não sabe perder a bússola navegando para oferendar-nos outros corações. A linha melódica da morna do Betú, tem uma reformulação estética com os seus acordes dissonantes na célebre batida do violão, pela introdução do meio-tom na morna e da passagem da menor para a maior, inspirado talvez no “regresso às origens” ou no espírito MPB ou no domínio da música clássica e do jazz, com os encadeamentos de temas melódicos associados: a terra, o aspeto telúrico, o lirismo e o amor (Assim, ele pode confessar que sabe a...

Nhelas Spencer

1. Nhelas Spencer, o compositor, galardoado com Menção Honrosa no quadro do Cabo Verde Music Awards 2018. Ele é sinónimo de figura eclética e maior da música Cabo-verdiana. Trovador da morna e da coladeira de estrofes luminosos como névoa que sobe, que sobe a temperatura no horizonte para depois chover: sem vento nem bandeira da lua; sem antes nem depois; com fantasias do eternamente agora; agora (!) de palavras rimadas, palpadas, salivadas e degustadas nas vivências cadenciadas para as relembranças. (Nem se o diabo afinal chegou e foi-se embora!) Cabo Verde não perdoar-me-á se...

Palavras de amizade para Carlos Vaz na apresentação do livro de poemas “Escritos no silêncio”

Conheci o Carlos Vaz nos miraculosos anos oitenta do século passado, na cidade da Praia. Digo miraculosos porque foram tempos muito especiais, irrepetíveis na sua especificidade epocal. Desde logo, pela sua efervescência e pelos sinais de mudança que deles evolavam. Esses sinais eram por demais visíveis não só na vivacidade pós-laboral dos debates na Praça Grande da Cidade da Praia, onde se reunia a nata dos quadros cabo-verdianos recém-regressados dos estudos, no cada vez mais assíduo convívio com os panfletos nocturnos e na proliferação de grupos e movimentos...

Mulheres cabo-verdianas mostram a sua força no Grito Rock

A sexta Edição do Grito Rock deu o seu pontapé de saída nesta terça-feira, 27 de março, Dia da mulher Cabo-verdiana, com uma singela homenagem às Mulheres. Pela segunda vez, consecutiva, o Festival Grito Rock, na cidade da Praia, abriu com o “Grito Rock Mulher” que trouxe uma produção teatro-musical de Vera Cruz que aborda a evolução da Mulher desde os primórdios da escravatura á data de hoje. Um show diferente e uma bela forma de inaugurar o Grito Rock 2018 que este ano promete, com um cartaz variado e com vários nomes internacionais.