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 Conferencia Imprensa Kumi Bebe

IGAE retirara esses polémicos cadernos das lojas, mas não encontrou suporte legal, pelo que ordenou o seu comércio novamente. A empresa Adel&Glória, que confeccionou e comercializou esses cadernos "Kumi Bebi" quer o prejuízo "Tudo Pago" pela Inspeção-Geral das Actividades Económicas.

A empresa que confecionou e comercializou os cadernos escolares com a inscrição “Kumi Bebe” e “Tudo Pago” vai exigir indemnização à Inspeção-Geral das Actividades Económicas (IGAE), alegando danos morais e financeiros avaliados em milhares de contos.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, a empresária Adelina Glória explicou que os cadernos em apreço anteriormente apreendidos pela IGAE, foram liberados e colocados de novo em comercialização depois de a autoridade reguladora ter considerado “que as situações reportadas pela IGAE nos autos não se enquadravam no âmbito da sua intervenção”.

Conforme indicou a empresária, a IGAE tinha apreendido os cadernos escolares que mandaram confeccionar para serem comercializados neste ano lectivo, sobretudo no início onde a procura é maior, mas a mercadoria já foi liberada desde o dia 17 do corrente por manifesta “falta de fundamentação legal consistente” no ordenamento jurídico cabo-verdiano.

Adelina Glória explicou que a empresa em causa, a Ajeafa Trading “sempre comercializou, de forma legal” a sua mercadoria e que os cadernos em apreço não fugiram também à regra, porquanto, “não transgrediram nenhuma norma legal existente” por serem cadernos de argola, destinados a um público específico, maior de 16 anos, “e que se identifica com estas referências da cultura popular”.

Segundo a empresária que se fez acompanhar nesta conferência de imprensa do seu advogado, lamenta que a empresa tenha sido “lesada por interpretação abusiva da lei”, alegando que tinham apostado este ano no lançamento de uma nova linha personalizada de cadernos “inspirados” no impacto em que a música “Kumi Bebe”, que o jovem artista cabo-verdiano Djodje TC alcançou, a ponto de ter sido distinguido com a “Melhor Música do Ano” em Cabo Verde.

Adelina Glória, entende que com esta apreensão, a empresa que tem a sua marca registada e certificada a nível nacional e internacional, ficou com “danos irreparáveis” pelo que vai diligenciar uma acção junto do Tribunal da Comarca da Praia para exigir a “reparação dos prejuízos avultadíssimos” que sofreram.

Explica que os cadernos em apreço foram produzidos no estrangeiro e que “a partir desta apreensão e invasão abusiva por parte das autoridades à firma”, a empresa registou uma redução abismal da venda dos seus produtos, já que clientes fora da ilha ou mesmo em países como São Tomé e Príncipe “desistiram da encomenda”, que estima à volta de três mil contos.

De acordo com o advogado da empresa, a IGAE procedeu à inspecção no dia 22 de Setembro ao referido estabelecimento comercial, na qual resultou na apreensão dos cadernos com as referidas publicidades estampadas, tendo considerado que esta autoridade “fez uma interpretação extensiva e quiçá abusiva” da lei.

A empresária explicou ainda a sua firma tem o hábito de comercializar “produtos personalizados” e que já deram a estampa em anos anteriores, cadernos com inscrições como “Sem djobi pa lado”, cuja venda resultou em “grande sucesso” sem qualquer impedimento.

Com Inforpress

Comentários  

0 # Terra-terra 27-10-2017 08:43
Koitadu di Pablo Ortega, kovardi, ta sukundi tras di kurtina di fumasa, ku interesi okultu! E uniku ki sta na kontramo. Mas, nos, profesoris, pais y enkaregadus di edukason, nu sabi u ki e isu.
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0 # Terra-terra 03-11-2017 14:04
Contramão não, à favor do meu desconto mensal que irá servir para pagar indenizações. Vocês não estudam antes de agir? mas também, você nem descontos faz, não sabe o que significa indenização. O país é que paga. bota mais essa na conta do Ministro que ele paga. Si ti bu salário sa ta pagado ilegalmente imagina go indenizaçon
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+1 # Elísio Semedo 25-10-2017 20:47
Não sou contra a venda desses cadernos mas frontalmente sou contra o uso desses cadernos em ambiente escolar. TRás mensagens e é certo que a empresa tem lá as suas razões puramente de âmbito economicista e comercial. Nós da área social e educativa temos uma outra visão: a pessoa humana em primeiro lugar e não o lucro monetário. Agora, resta-nos apelar ao ME para redefinir ou clarificar nos termos da lei que tipos de conteúdos nos cadernos podem ser aceites no meio escolar. Se nâo fôr assim, vamos perder o pudor e a ética. Qualquer dia vão aparecer cadernos eróticos. É livre a venda. Não pode ser proibida. Mas, no espaço escolar? O uso do caderno desse tipo é a mesma coisa que o uso de saias curtinhas como uniformes. Já não temos essas saínhas curtas nas escolas mas não é proibído o uso de saias curtas. Etc. Etc. Em que ficamos? Tem lá as suas razõea a empresa mas pode crer que do ponto de vista social e moral, esses cadernos não são os mais apropriados. A pedagogia e a didáctica exigem regras elementares e, por isso, não é salutar deixar as empresas ao seu bel prazer levando para o ambiente escolar produtos impróprios para consumo nesse espaço. É por causa da banalização de muitas coisas e em muitos espaços que nós agora estamos enfrentando graves problemas sociais. Combate? Combater pelo raiz. Combater a oferta neste caso. Espero que o ME tenha isso em conta e pôr ordem qdo necessário. Não é à toa que falamos de materiais e ferramentas didácticos e não são as empresas que devem impor materiais didácticos às escolas. Ganhando essa batalha, nada diz e está no seu justo direito. A comunidade educativa deve pronunciar. Eu como pai e como agente educativo apresentei a minha opinião e vale o que vale. Com sentido de responsabilidade.
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0 # ATENTO 25-10-2017 09:32
Falta de respeito ka ta falta nês terra... Solução é keli mesmo.
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+1 # Planalto 25-10-2017 08:44
Bem, O IGAE pode não ter o suporte Legal, mas uma coisa é certa, Essa letra é INAPROPRIADA para uma Cultura de Moral. Lembro-me de há bem pouco tempo, o Ministro holandês das Finanças, na qualidade de responsável pela "Zona Euro", ter dito que os países de Sul da Europa não se desenvolvem porque os governantes se preocupam com Bebidas e Mulheres. Aquilo provocou quase que uma Ira por parte dos Portugueses que se sentiram muito ofendidos. Pois bem, se alguém, neste caso um dito artista, canta uma música com essa letra "Cumi Bebi", ele é premiado e essa letra é colocada nos cadernos escolares, é aprovado, então, estamos conversados sobre que povo somos e para onde queremos ir. Eu acho que o Ministério da Educação, se de facto é MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, deveria fazer tudo para encontrar o respaldo legal para retira-los do mercado e se não encontrar, deveria lançar uma ampla campanha junto dos pais e Educadores para não comprarem esses cadernos. Pessoalmente, considero-os OFENSIVOS, não obstante estar lamentavelmente ciente de que essa é afinal, a nossa cultura. Basta ver que quase todo mundo (incauto) gostou da letra e é muito comum ouvir este ditado nos nossos meios e em todas as camadas sociais, pelo menos aqui na ilha de Santiago. E nós sabemos muito bem qual é o sentido de "Cumi bebi". Afinal, é pra isso que nós existimos?
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+1 # Pablo Ortega 25-10-2017 08:38
Para não sair do cargo de inspetor geral, este sr que esteve a procura de colo politico nos de[censurado]dos do MPD numa digna postura de camaleão.
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0 # Pablo Ortega 25-10-2017 08:36
Mais uma trapalhada do Inspector Elisangelo que frequentemente tem vindo a brindar-nos. E quem pagará mais esta indemnização? Por que não im[censurado]-lo à aquele (i)responsável?
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