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As famílias destas crianças aguardam pela criação de condições por parte do Ministério da Educação, duas semanas após o arranque do ano lectivo.

Duas dezenas de alunos do primeiro ao sexto ano de escolaridades, residentes em Chã das Caldeiras, continuam fora do sistema escolar, cerca de duas semanas depois do início do ano lectivo.

Os pais e encarregados de educação aguardam pela decisão do Ministério da Educação quanto à possibilidade de abertura de uma sala de aula na Caldeira, para acolher os alunos do primeiro ao quarto ano, e ao pagamento dos transportes escolares aos alunos do quinto e sexto anos, que são obrigados a se deslocarem a Achada Furna.

Uma das mães, Isabel de Pina, disse que os pais e encarregados de educação ainda não dispõem de informação sobre a abertura ou não da sala de aula, indicando que os pais estão preocupados com o silêncio das autoridades e com a situação dos filhos que continuam na Caldeira e sem acesso às aulas.

Augusto Fernandes de Pina “Madueno”, gestor do pólo de Achada Furna e que tem jurisdição sobre os alunos de Chã das Caldeiras, contactado pela Inforpress, disse que a decisão de abertura de uma sala para os alunos do primeiro ao quarto ano já foi tomada e “démarches” estão sendo feitas para alugar um espaço, propriedade de um emigrante, onde funcionará a sala de aula, mas que o processo ainda não está fechado.

Segundo o responsável, alguns materiais ainda estão na Cidade da Praia e falta ainda a nomeação dos professores, razão pela qual não prevê uma data para o início das aulas em Chã das Caldeiras, que vai funcionar com duas turmas compostas, sendo uma do primeiro e segundo anos e outra do terceiro e quarto anos.

Augusto Fernandes de Pina “Madueno” disse que ao todo foram identificados um total de 42 alunos de Chã das Caldeiras em idade escolar, dos quais 20 estão a frequentar as aulas em Achada Furna e 23 ainda não iniciaram as aulas.

Os que estão a frequentar as aulas, segundo explicação, deve-se ao facto de estarem a residir temporariamente em Achada Furna porque os pais acompanham outros filhos que estão no Ensino Secundário e há um ou outro que faz o percurso em carros particulares, mediante o pagamento do transporte pelos familiares.

Dos 22 alunos residentes na Caldeira e que ainda não iniciaram as aulas, dois são do primeiro ano, seis do segundo ano, oito do terceiro ano, dois do quarto ano, um do quinto e três do sexto ano.

Com a abertura da sala de aula os alunos que estão a frequentar as aulas vão, em querendo, regressar a Chã das Caldeiras.

Na impossibilidade dos que residem na Caldeira se deslocarem para fora para a assistência às aulas, após o início das mesmas, os pais defendem um período de compensação para que os mesmos não fiquem prejudicados em relação aos conteúdos ministrados.

O certo é que as crianças residentes em Chã das Caldeiras já perderam oito dias úteis de aulas e ainda não se sabe quando vão iniciar as aulas.

Em relação ao Pré-escolar, da responsabilidade da edilidade, após a preparação de um espaço provisória para funcionar como jardim-de-infância, as aulas já iniciaram.

Com Inforpress

 

Comentários  

0 # ATENTO 27-09-2017 15:44
É keli k é a felicidade prometida nas campanhas...para além de muitas privações de direitos sociais, este é o mais grave, DIREITO À EDUCAÇÃO. Que raio de governo é este que temos em Cabo Verde? Fora incompetentes, entraram para melhor, mais são mais piores k jumento... Também com esta Ministra que não entende de nada não podemos esperar o melhor.

As crianças de Txan aguardam a solucão oh Sr.º SOLUÇÃO. seja ágil para não beberes da tua solução porque o povo é quem avalia e dá notas... conforme o desempenho assim será atribuída as notas.
Quem avisa amigo é... Sima nha Dona ta flába: "Kenha k ka obi ta odja"
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