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 As ocorrências começaram ainda antes da chegada das chuvas. Até ao início desta semana 110 casos foram registados em vários bairros da capital. Um número anormal, muito acima do registado nos últimos 17 anos, que já levou o Ministério da Saúde a declarar surto epidémico de paludismo no concelho da Praia.

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Várzea (19 casos), Achada Santo António (16 casos), Achadinha (11 casos), Ponta Belém (9 casos) e Lém Ferreira (6 casos), são os bairros mais afectados, conforme avança o Ministério da Saúde e da Segurança Social.

Com a chegada das chuvas, o Governo emitiu hoje, 30, um comunicado para alertar a população, pois conforme explica durante as visitas de terreno realizadas pelos agentes de luta anti-vectorial têm sido detectadas situações favoráveis à proliferação de mosquitos, facilitando a propagação desta que é classificada como doença infecciosa grave.

Por isso apela “á população e às entidades com responsabilidade no setor de ambiente e saneamento, sobretudo, o engajamento efetivo para evitar o aumento contínuo do número de casos nos próximos meses”.

E porque nunca é demais lembrar, o Ministério da Saúde recomenda:

- Manter sempre bem cobertos todos os recipientes que contenham água em casa;

-Eliminar/ destruir todo e qualquer recipiente/ objeto, no quintal e na natureza que possa servir de criadouro de mosquito; - Colocar redes nas janelas e portas;

- Utilizar todas as formas possíveis para evitar a proliferação de mosquitos;

- Em caso de febre ou qualquer outro sintoma dirija-se imediatamente ao Hospital ou ao Centro de Saúde mais próxima da sua residência;

- Comunicar aos serviços municipais a existência de pardieiros, onde possam existir depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada, os quais constituem o meio ideal para a reprodução dos mosquitos e do parasita; Para as instituições públicas e privadas:

-Reforçar a drenagem das águas pluviais, imediatamente após cada queda de chuvas nas áreas sob a sua jurisdição e /ou que constituam propriedade privada;

- Reforçar a fiscalização dos pardieiros, casas devolutas, ou outras situações que possam conter depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada e intervir imediatamente para a resolução do problema;

- Proteger com tampa todos os depósitos de água para construção, consumo doméstico ou outro;

-Informar a Delegacia de Saúde, bem como aos serviços municipais de toda e qualquer situação que possa favorecer a criação de mosquitos e pôr em perigo a sua saúde.

Comentários  

0 # Helena Fontes 30-08-2017 14:44
Aqui na Várzea da Companhia, Praia, Santiago Sul, tem um prédio com 3 pisos devoluto, à frente da mercearia Vulcão, perto do Liceu, cheio de mosquitos.
O prédio pelo que consta é de um alto graduado reformado da Polícia Nacional.
Denúncia feira!
Aguardo a intervenção das autoridades competentes.
Já agora o prédio em construção há muitos anos na Avenida Cidade de Lisboa/Várzea ao lado do Palácio do Governo é um grande foco de mosquitos!
E não há solução senhores e senhoras decisores?
No aguardo!
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