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Luis Filipe União Europeia

 

Ministro dos Negócios Estrangeiros reage à lista de paraísos fiscais da União europeia, que colocou Cabo Verde na lista cinzenta.

Cabo Verde ficou de fora da lista negra de paraísos fiscais da União Europeia, mas integra desde ontem, 5, um grupo de 47 países (a chamada lista cinzenta) que vão ser avaliados periodicamente pela Europa. Em reacção, o ministro dos Negócio Estrangeiros disse que não há motivo de grande preocupação já que, segundo explicou, “vários países inclusive com sistema fiscal desenvolvimento e países da UE estão nesta lista”.

O governante reagia assim, em conferência de imprensa, à notícia que dava conta que a União Europeia poderia incluir Cabo Verde na “lista negra” de paraísos fiscais, como sanção por não ter ajustado os seus padrões fiscais aos da Comunidade Europeia.

“Há um conjunto de procedimentos que os países devem respeitar e colaborar na sua implementação. É claro que nós estamos numa reforma fiscal importante e vamos adequar o nosso sistema fiscal ás normas internacionais. Sabemos que temos um longo caminho para consolidar, mas isso não quer dizer que o país estava na iminência de entrar na lista negra”, disse, admitindo, todavia, que o país precisa actualizar vários aspectos a nível da fiscalidade, da gestão orçamental, do controlo da dívida pública. Tudo, referiu, matérias que já começam a ser trabalhadas pelo Governo.

“São questões importantes e nós já manifestamos isso à EU, ou seja, em como Cabo Verde vai adequando a sua legislação à legislação internacional para ser um país cumpridor em matéria fiscal e ter transparência total também nesta matéria”, prosseguiu Tavares, lembrando que Cabo Verde colabora com a UE em matéria fiscal, sendo por isso um país cumpridor.

Por tudo isso, o ministro dos Negócios Estrangeiros entende que não há motivos de preocupação por parte de Cabo Verde, e que os investidores devem estar tranquilos e a continuar a acreditar e a apostar no país. “Cabo Verde é um país, seguro, confiável e credível e que continuará a colaborar com a comunidade internacional de uma forma muito responsável”, assegurou.

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