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90 por cento dos participantes no referendo para a autonomia da Catalunha disseram sim à separação com Espanha. O escrutínio, considerado ilegal pelo governo de Madrid, ficou marcado por confrontos entre a polícia e os manifestantes, que resultaram em quase 900 feridos.

Apesar da oposição do governo de Madrid e do Tribunal Constitucional Espanhol, o Governo da Catalunha cumpriu, domingo 1 de outubro, a realização do referendo pela independência da região.

42% dos catalães foram às urnas. 90% dos votantes declarou-se a favor da independência, com um total de 2,26 millhões de votos favoráveis.

Braço de ferro com Madrid continua

Apesar do clima de violência, a vitória foi efusivamente comemorada no centro de Barcelona.  Contudo os resultados estão longe de garantir a concretização do projecto de uma república catalã.

Madrid não aceita a realização do referendo e já abriu um processo judicial contra os membros do governo catalão, sob as acusações de desobediência, prevaricação e mau uso de fundos públicos.

O chefe do governo espanhol, Mariano Rajoy, considerou o referendo uma «encenação» sem valor real.

Já o presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, afirmou que os resultados garantem o direito a um estado independente e prometeu dar continuidade ao processo nos proximos dias, “de acordo com a lei do referendo”.

Recorde-se que vários analistas têm chamado a atenção para consequências de uma catalunha independente, nomeadamente um isolamento económico e empobrecimento local, principalmente se se considerar uma saída da zona euro.

Outras análises garantem, no entanto, a viabilidade económica como país, desta região que é responsável por cerca de 20% do PIB espanhol.

 

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