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Cabo Verde bateu outra vez a África do Sul (1-2), num espaço de cinco dias, e passa a liderar o grupo D, ex aequo com o Burkina Faso que empatou 2-2 com o Senegal. Até onde podemos chegar? Ao Mundial. E  já só dependemos de nós.

Daqui da Praia até Moscovo, capital da Rússia, são 6,848 km. Tão distante que se houvesse uma estrada recta, um carro andando a 80km por hora sem parar levaria 86 horas a chegar, quase quatro dias. Num avião são mais de 11 horas de voo até poisar no país organizador do Mundial 2018.

Cabo Verde, com o jogo desta tarde, 5, em Durban, África do Sul, já fez mais de metade do caminho e o sonho de participar na maior montra do futebol mundial, a Copa do Mundo, está enfim de pé. Para isso, os Tubarões Azuis só dependem de si para alcançarem o inédito feito de estar num Mundial – basta agora vencer o Senegal, daqui a um mês, na Praia, e em Novembro ir jogar uma autêntica final com o Burkina Faso, em Ouagadougou, selecção que tem também seis pontos mas com melhor média de golos.

Mas a verdade é que nada está adquirido ainda e as duas finais que se seguem são embates bastante difíceis para a equipa liderada por Lúcio Antunes. Sobretudo o último jogo do grupo, em Novembro, contra o Burkina Faso, se bem que eles tenham agora em Outubro uma tarefa árdua que é vencer uma ferida Bafana Bafana (com quatro pontos e a creditar ainda no Mundial’2018) na África do Sul.

O Senegal, com cinco pontos, também virá à cidade da Praia à procura de vitória e dar tudo para vencer a África do Sul em casa e conquistar o passaporte para a Copa da Rússia. São, ao fim e ao cabo, jogos do tudo ou nada para estas quatro equipas que integram o grupo D, onde todos têm chance de chegar à fase final do Mundial 2018.

Cabo Verde está no topo da tabela e isto é um tónico para os jogadores que esta tarde brilharam em Durban. Sim, depois dos 2-1 na Praia no passado fim-de-semana, os Tubarões Azuis foram ao terreno dos Bafana Bafana mostrar que estão com dentadura nova e muito apetite. Uma vitória brilhante sobre os sul-africanos que, em determinados momentos da partida, pareciam confusos e desorientados diante da organização táctica da equipa nacional.

Ao intervalo, o 0-0 justificava-se, mas a abrir o segundo tempo, Gary Rodrigues marcou de forma exemplar um livre directo com um forte remate de pé direito. Quinze minutos depois, aos 66, Gary abriu de novo o livro: esquivou-se de um adversário e do meio da rua disparou com toda a fúria um foguete que só parou no fundo da baliza. Um golaço de arrepiar e para nunca mais esquecer.

A África do Sul acabaria por reduzir aos 89 minutos, mas já não havia tempo para igualar o score. Azar o deles. Sorte a nossa, ter uma selecção que é o orgulho nacional. E lembrar que há bem pouco tempo (à segunda jornada) tinhamos zero ponto, quatro golos sofridos e nenhum marcado. Hoje, o país da esperança volta a acreditar.

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