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Cada quilo de atum pescado nas águas cabo-verdianas, ao abrigo no novo acordo de pesca, vai custar à União Europeia 16 escudos, segundo as contas do Governo.
 
Cabo Verde e a União Europeia firmaram um novo acordo de pesca, que vai permitir aos barcos de países comunitários pescarem 8.000 toneladas de atum e pagarem 750 mil euros anuais (cerca de 80 mil contos).
 
Segundo as contas feitas pelo Governo, durante os cinco anos da vigência do acordo a União Europeia vai pagar ao país 6,75 milhões de euros em compensação financeira (3,75 milhões de euros) e taxas dos armadores (3 milhões de euros).
 

Em cinco anos, os barcos comunitários poderão pescar um total de 40 mil toneladas de atum, o que significa que cada tonelada custará 168,75 euros e cada quilo 16 cêntimos do euro.

Em comparação como o actual acordo, de duração de quatro anos e que termina em dezembro, a União Europeia pescava cinco mil toneladas de atum por ano e pagava 165 euros por cada tonelada.

Com o novo acordo, Cabo Verde vai receber mais 3,75 euros por cada tonelada de peixe pescado nas suas águas.

Na quarta-feira, durante a apresentação do acordo na cidade da Praia, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, afirmou que as questões para o desenvolvimento do setor das pescas e da economia azul foram colocadas como "foco central" do novo acordo e não as contrapartidas financeiras, referindo que mesmo assim conhecem um "aumento significativo".

O chefe do Governo disse ainda que se trata de um instrumento mais vasto para apoiar a economia marítima no país.

"O novo acordo de pescas com a UE enquadra-se nesta abordagem de relações mutuamente vantajosas e num setor prioritário para o desenvolvimento sustentável do país, como é a economia marítima", salientou o chefe do Governo.

Entre as questões de desenvolvimento, o primeiro-ministro cabo-verdiano apontou a pesca responsável, com zonas para além das 12 e 18 milhas marítimas, controlo da pesca de espécies altamente migratórias, redução do número de palangeiros de superfície de 30 para 27 e alinhamento do acordo com as melhores práticas e recomendações internacionais.

Correia e Silva destacou ainda o envolvimento da comunidade científica nacional e estrangeira na monitorização da atividade pesqueira, em que vão rever a situação de espécies-chave, como os tubarões, acompanhar a evolução das capturas e fortalecer a coleta e análise de dados.

O chefe do Governo apontou também a inclusão das comunidades costeiras no desenvolvimento da economia local, em que o novo acordo vai permitir a modernização das atividades de pesca, dar formação a pescadores e peixeiras, criação de novos postos de emprego e dar segurança aos pescadores a bordo.

Também disse que vai criar condições para a industrialização do setor das pescas em Cabo Verde e aumento da capacidade de captura interna.

Em declarações à agência Lusa, a representante da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, disse que o novo acordo de pesca é bom para ambas as partes e reflete a realidade e as ambições do país africano na área da economia azul.

"É um acordo que reflete a realidade e ambições de Cabo Verde na área da economia azul. É um acordo bom para ambas as partes, foi o melhor acordo possível", afirmou, realçando que o novo protocolo representa ainda um "esforço acrescido" da União Europeia em desenvolver a frota pesqueira e as capacidades técnicas de segurança de Cabo Verde.

O novo acordo de pesca entra em vigor em janeiro para vigorar durante cinco anos.

Com Lusa

Comentários  

0 # Tibernau 25-10-2018 17:58
Mas pergunto, eu, estes nossos governantes tem alguma formação superior. Eles tem na verdade curso de economia superior, ou somente tem diploma? em outras áreas verdadeiras?

São políticos ou politicús? Veja nem se quer sabem fazer o conta 2x3 e ou 3x2.

Se os profissionais do Ministério público não começarem a desempenhar as suas funções no controlo na gestão da coisa pública, daqui a nada quando vão dar por si fica tarde demais.

Este aviso é a sério.

Veja o caso de binter; para não falar em outras mais graves.

Respeitem o vosso diploma e mostrem que os vossos, são de verdade originais e que as notas não são resultado de cópia.

De vergonha já estamos fartos.

Bem aja Cabo Verde
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0 # Manuel Tavares 20-10-2018 15:38
É pena constatar que o jornal Santiago Magazine, com a credibilidade que já conseguiu granjear não consegue perceber de que o atum não é nosso.

O atum que passa em Cabo Verde é migratório.

Ou temos capacidade para os apanhar quando passam por cá, ou então fazemos acordo com quem tenha essa capacidade utilizando os nossos mares. É como se estivessemos a alugar o nosso espaço marítimo.

Chiça!!!

Isto é muito simples. O atum não é nosso. O atum passa por cá. Se não é capturado aqui continua a sua viagem atlântico acima, ou atlântico abaixo.
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0 # Txapu txokoleta 20-10-2018 02:49
Ainda hoje comprei um Kg de atum por 5 euros e uma cavala por 1,5 euros. Estamos fritos.
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0 # Pikus 19-10-2018 11:08
Sinceramente Ulisses, ainda bu ta abre bu boka, ku cara de lata bu ta fla midjor acordo k assinado? Na di bó é midjor acordo pa mata Cabo Verde, bu tem razão de bazofia. Ami cidadão pam cumé atum ntem k teni pelo menos 500 escudos pam cumpra 1Kg e Europeus ta cumi pa 16$00. É isso k é reforço do tecido empresarial em Cabo Verde. K fronta é pescadores ku pexeras, k nhôs sa ta poi diante ku polícia pa ka pega txitxarinho. Nta pergunta nhôs um kusa: Kantu tonelada de txitxarinhos que europeus ta bem pega, mediante es estrapafúrdia de acordo? Será k es ta punido sima nhôs sa ta fazi ku coitados de pescadores e pexeras?

"Em cinco anos, os barcos comunitários poderão pescar um total de 40 mil toneladas de atum, o que significa que cada tonelada custará 168,75 euros e cada quilo 16 cêntimos do euro."
Uma vergonha Nacional meus caros. Também poderíamos tirar conclusão dos vossos cálculos no tal "Matimática Manual"
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-1 # Djosa Neves 20-10-2018 05:45
Nas cabecinhas da nova espécie humana "Homo Imbeciliens" o atum que vem para a nossa mesa, fá-lo com os próprios meios e de forma voluntária; padece ainda de perturbação que lhe leva a confundir valor com cifrão. Geralmente, a temperatura aumenta de tal forma que os neurónios acabam fritos, tal qual a cavala.
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